
ELA: Esse querer é tão distante, mas me basta. Me comove suficientemente te ver afofando meu travesseiro, reclamando do sinal da tv, daquele sorriso ligeiro que nasce e morre num piscar de olhos. Aonde está a boca que umidece os lábios? Não, não está aqui. Não são os lábios que mordem, que sugam, que pedem. Essa range os dentes, os trincam de frio, e, queres este frio! Boca e dentes, que não se importam do alface estar grudado na frente... Mas mesmo assim, é tanto querer. Não cabe só em mim, porém, cabe na incerteza, naquele medo do risco, do nada mais ter: então me basta. Não exigo que me ame com o mesmo querer, se peço em orações são segredos! E a você, não convém. É imenso, tão profundo que as vezes nem sei se há mesmo de dividir, duvido que gostaria que também me amasse assim, então fica por ficar, ser por existir. Procuro acreditar que seja melhor assim. Mas, me atende! hoje faz 15 graus. Tenho café, tenho filmes: prometo não denunciar-me com a espessura dos cobertores.
tem o dom
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