
Faz assim, escreve num pedacinho de papel o teu antídoto, uma frase confortante e impossível, o teu desejo, rumo - o que alivia a tua dor - e guarda. Guarda um por um numa caixinha, dobrados, amontoados e loucos, mas o faça. Assim, quando não tiveres mais esperanças nem soluções pra tuas desgraças, sorteio-os! Haverá dias piores, dias insólitos que tuas manhas e birras agora cobertas e lacradas por essa casca de ilusão e mesquinhagem não podem enxergar. E nem te enxergam! Todas as vezes que apenas o empurram pra baixo. Então aprenda enquanto é tempo, a acreditar que nem tudo está perdido, pois quando estiver, a única coisa que conseguira fazer, é se afundar em sonhos amarrotados. Porém, se legíveis, te servirão de asas, para que seja possível sua volta à birras costumeiras, que tanto acredita ser o fim do mundo. Egoísta!





