
Eu tentei por diversas vezes fazer você entender. Sussurro, grito, sorriso.
Eu tentei então, por diversas vezes fazer você querer entender. Conversa, explicação.
E então eu tentei por fim, me mendigar pra você, aos berros e lágrimas, disponibilizando a reversão. Eu tentei, Deus sabe o quanto eu fiz pra que me tentasse também, me tocasse, ouvisse, precisasse, pedisse, amasse. Eu tentei. Tentei tanto até que não fosse mais necessário tentar, até me convencer a desistir. Até me decidir a tentar te tentar com isso, com pelo menos isso. O fim, e nada. Fracassamos outra vez. Eu, você, fracasso. Você não entende nem por cima essa minha necessidade de afeto, de comprometimento e gratidão. Nem a casca, não compreende. Nem conhece sua fraqueza, sua composição ou modo de manuseio - e a destrói. Foram significativas e persistentes minhas tentativas de mudar você, mas que por descuido ou cansaço, acabaram quando descobri que não precisamos disso. Não nos permitimos mais isso. Eu-nem-você.
Não precisamos de alguém nos culpando por nossa falta de culpa. Só precisamos encontrar alguém que culpe a gente (Por amar tanto), e se culpe de volta (Por amar mais ainda).