"Para existir grandes escritores, devem existir grandes espectadores também."

terça-feira, novembro 30

Rumo


Caminhe.
Mesmo sem vontade.
Pois se não há mais sentido,
Há muito o que se fazer.
Caminhe.

Abismo


Não tenha medo de passos incertos, tímidos e errados.
Não tenha medo de dar passos grandes, tampouco de ficar parado.
Não tenha medo de correr, nem de abandonar a corrida.

Compreendo quem nunca muda o rumo, acaba no mesmo lugar.

Não tenha medo de se arrepender.
Nunca é cedo ou tarde demais pra abandonar a jornada.

E muitas vezes, seguir em frente, é dar um passo pra trás.

domingo, novembro 28

Culpado


Eu tentei por diversas vezes fazer você entender. Sussurro, grito, sorriso.
Eu tentei então, por diversas vezes fazer você querer entender. Conversa, explicação.
E então eu tentei por fim, me mendigar pra você, aos berros e lágrimas, disponibilizando a reversão. Eu tentei, Deus sabe o quanto eu fiz pra que me tentasse também, me tocasse, ouvisse, precisasse, pedisse, amasse. Eu tentei. Tentei tanto até que não fosse mais necessário tentar, até me convencer a desistir. Até me decidir a tentar te tentar com isso, com pelo menos isso. O fim, e nada. Fracassamos outra vez. Eu, você, fracasso. Você não entende nem por cima essa minha necessidade de afeto, de comprometimento e gratidão. Nem a casca, não compreende. Nem conhece sua fraqueza, sua composição ou modo de manuseio - e a destrói. Foram significativas e persistentes minhas tentativas de mudar você, mas que por descuido ou cansaço, acabaram quando descobri que não precisamos disso. Não nos permitimos mais isso. Eu-nem-você. Não precisamos de alguém nos culpando por nossa falta de culpa. Só precisamos encontrar alguém que culpe a gente (Por amar tanto), e se culpe de volta (Por amar mais ainda).

segunda-feira, outubro 25

Salvação


Faz assim, escreve num pedacinho de papel o teu antídoto, uma frase confortante e impossível, o teu desejo, rumo - o que alivia a tua dor - e guarda. Guarda um por um numa caixinha, dobrados, amontoados e loucos, mas o faça. Assim, quando não tiveres mais esperanças nem soluções pra tuas desgraças, sorteio-os! Haverá dias piores, dias insólitos que tuas manhas e birras agora cobertas e lacradas por essa casca de ilusão e mesquinhagem não podem enxergar. E nem te enxergam! Todas as vezes que apenas o empurram pra baixo. Então aprenda enquanto é tempo, a acreditar que nem tudo está perdido, pois quando estiver, a única coisa que conseguira fazer, é se afundar em sonhos amarrotados. Porém, se legíveis, te servirão de asas, para que seja possível sua volta à birras costumeiras, que tanto acredita ser o fim do mundo. Egoísta!

Decisão


Prefira até uma pessoa que você não ame, à uma pessoa que te corresponda, mas não sabe o que fazer com isso.

Silêncio

quinta-feira, outubro 14

sexta-feira, outubro 8

Trapaça


Não existem pessoas desinteressantes, existem pessoas efusivas. Mistério e mentira são arte: De quem sabe o que quer!

Amar


Eu não obrigada a comer teus restos, e como. Me acomodo no que te sobra, jurando que um dia te fará falta. Eu não lhe devo admiração até que saiba da minha existência, e não sabe. Nunca irá saber. E, nunca deixarei de admirar, dói. E no lixo saio procurando, uma saída pra essa dependência, um defeito que seja, algo que eu faria diferente. Mas nunca faria quem é dos restos. Das sobras, daquilo que você nunca nota, e daquilo que eu torço pra um dia notar. Um dia eu canso, em dia sumo, desapareço. Fazendo mal pra quem vive do que me sobra, do que não quero. Rindo de quem depende de mim. Sinto tua vinda, sinto tua falta.

Vida


Eu não escrevo pra fora, eu não rabisco nem faço rascunho, vem fácil. Eu não escrevo pra ser lida, entendida, admirada ou compreendida: Eu só escrevo. Escrevo pra dar vida ao que tá dentro, da forma que é, sem embelezar nada. Eu não preciso de concentração nem de revisar, nunca foi preciso pensar pra sentir. Sai leve, tranquilo. Eu não escrevo por dinheiro, por trabalho ou por paixão. Escrevo apenas por respirar. Expira, respira. Escreve e lê. O ler vem depois, antes do ver e depois do sentir. Ás vezes enfia na gaveta, amassa, rabisca, ri. Acha que é loucura, que é desdenho, que é terrível. Mas o que importa é que escreve, pra viver.