
Contente por seu descontentamento, feliz. Procede satisfeito pela sua insatisfação, explícito. Não tinha muita coisa, nunca tivera. Não perto do que cobiçava, seus olhos eram como um novo amor, contente-inocente, mal sabia sua profundidade. Também nunca reclamava, guardava pra si as ofensas que se via merecedor. Doava aos outros, falsas virtudes que eram convencíveis. Convencia e seguia, seu foco era à si próprio, não qualquer outra pessoa do mundo. Ligava sim para o que pensavam à seu respeito, e cuspia ao dizer "Pense o que quiser de mim". Bruto, arrogante. Boiava em suas tardes perdido no seu ego gigante, à noite, caminhava na areia que engolia todo seu oceano. A verdade. Conhecia seus extremos da mentiras, nunca enganou a si mesmo, antes pudera. Era inteligente demais, sabia mais coisas, cantava mais musicas, conhecia mais lugares, provara mais sabores, e, era infeliz. Todas as noites era infeliz, quando a multidão sumira e o deixara de frente à si mesmo. Mas nunca se apavorou, o sol nascia todas as manhãs.
O sol nascendo traz esperança todo dia, e a mudança logo se faz.
ResponderExcluirTexto suave neném.